Ataque contra a ONU no Afeganistão deixa 12 mortos

 AFP - Agence France-Presse

Afegãos carregam homem ferido em ataque a prédio da ONU: pelo menos 12 mortos (REUTERS/Stringer)  
Afegãos carregam homem ferido em ataque a prédio da ONU: pelo menos 12 mortos

Sete funcionários estrangeiros da ONU e cinco manifestantes afegãos foram mortos quando um grupo atacou o escritório da ONU em Mazar-I-Sharif, principal cidade do norte do Afeganistão, segundo um novo registro anunciado pelo governador provincial.

"Dos sete funcionários da Unama (missão da ONU no Afeganistão) foram mortos, cinco são nepaleses e dois são europeus, uma mulher e um homem", declarou Atta Mohammad Nour, governador da província de Balkh, da qual Mazar-I-Sharif é a capital.

"Cinco manifestantes foram mortos e 20 ficaram feridos", acrescentou durante uma entrevista coletiva à imprensa, afirmando que "mais de 20 insurgentes envolvidos no ataque foram presos".

"Não estava prevista a chegada da manifestação aos escritórios da Unama, mas um grupo de insurgentes atacou a sede da Unama", explicou o governador.

O chefe da polícia para o norte do Afeganistão havia declarado anteriormente que oito membros da ONU tinham sido mortos.

Um porta-voz da ONU em Nova York confirmou o ataque, indicando que havia "mortos" entre funcionários da ONU, sem especificar seus nomes.

Um porta-voz da polícia de Mazar-I-Sharif, Lal Mohammad Ahmadzai, afirmou à AFP que insurgentes "talibãs se infiltraram entre os manifestantes".

Ahmadzai assegurou que dois funcionários da ONU mortos foram decapitados, afirmação desmentida por uma autoridade provincial da polícia, o general Abdul Rauf Taj: "Ninguém foi decapitado. Eles receberam tiros na cabeça", disse.

A manifestação, organizada para protestar contra um pastor integrista americano que queimou o Alcorão, tinha começado às 13h (6h de Brasília), após a tradicional oração de sexta-feira.

Os manifestantes fizeram uma declaração exigindo que o governo afegão "rompa qualquer ligação diplomática com os Estados Unidos se eles não julgarem o pastor que queimou o Alcorão".